Gallo assume responsabilidade por derrota: ‘Tinha que arriscar’

    Rubro-negro sofreu três gols após mudanças do técnico que deixaram o setor defensivo do time exposto

    Foto: Mauricia da Matta / EC Vitoria

    No futebol, muitas vezes a linha que divide o que pode ser chamado de ousadia e o que vem a ser irresponsabilidade, é muito tênue. Mudanças atípicas podem surtir efeito tanto positivo quanto contrário. E partindo desse pressuposto, o técnico Alexandre Gallo assumiu a responsabilidade pela pesada derrota diante do Vasco nesta quarta-feira (12) no Barradão.

    Após promover a entrada de Neílton e Paulinho no lugar de Yago e Renê Santos, os dois homens de marcação do meio de campo rubro-negro, quando o jogo ainda estava 1 a 0 para a equipe carioca, Gallo assumiu o desespero pelo resultado e esperou pelo melhor. O que o técnico não esperava, é que com a defesa exposta aos contra-ataques, o time levasse mais três gols e saísse de campo goleado pelo adversário.

    “A responsabilidade sempre tem que ser minha. Fizemos um jogo abaixo do que esperávamos. Tivemos 15 minutos muito abaixo da entrega, força. Trabalhamos muito para sair na frente. Nosso time tomou o gol em uma fatalidade que aconteceu com o Kanu, criamos oportunidade, não conseguimos empatar. No primeiro tempo, fizemos pressão no adversário, tentamos organizar essa pressão no segundo tempo, continuamos a pressionar. As trocas foram inevitáveis. Tínhamos que arriscar o empate, conseguimos. Mas levamos os gols”, afirmou.

    Questionado sobre a torcida, que se manifestou aos brados de “time sem vergonha” durante a saída da equipe no gramado, Gallo minimizou e disse entender o momento do torcedor.

    “Torcedor tem o direito de reclamar, ele paga, quer cobrar, sempre vencer. Nós também queremos vencer sempre. Estamos trabalhando, poucos sabem, mas estamos fazendo uma reformulação dentro do grupo, reformulação grande. A reformulação está acontecendo dentro da competição. Temos feito bons jogos, hoje foi um dia atípico. Acontece. Entendo o torcedor”, ponderou.

    Recuperação e crise – Apesar de ter dominado alguns dos últimos jogos, o Vitória não conseguiu os resultados e isso vem incomodando Gallo. Segundo o técnico, a partida de hoje não se enquadra nesse aspecto pois a exibição rubro-negra foi muito abaixo da esperada e o trabalho para a recuperação no campeonato continua.

    “Vamos tentar, sem dúvidas. Trabalhar para tentar recuperar. A equipe não tinha feito um jogo desse nível. Contra o Botafogo, Santos, perdemos o jogo, mas não fizemos jogo desse nível, abaixo do que costumamos fazer. Mesmo sendo o pior mandante, fizemos jogos melhores, contra o Bahia. Cobramos essa determinação. Entramos abaixo. Tomar o gol da maneira que foi faz com que os jogadores percam a confiança e se desgastem muito mais para criar, em um time que se fecha como se fechou o Vasco, que tentou o contra-ataque como Pikachu. Esse foi o perfil deles”, afirmou.

    Questionado sobre a conversa que teve a portas fechadas com Petkovic antes da coletiva e se isso poderia ser um sinal de crise e de uma possível demissão do cargo, o treinador se esquivou: “Tem que perguntar ao Pet, não para mim. Falamos sobre o trabalho do jogo de domingo e só”, concluiu.

    Na próxima rodada, o rubro-negro enfrenta o Palmeiras às 11h do Domingo (16) pela 14ª rodada da Série A.