Moro diz que pode ter ‘errado’ ao liberar áudios de Lula em 2016

    Na sentença que condenou o petista, o juiz lembrou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki criticou na ocasião a medida com "palavras duras"

    Foto: Gil Ferreira/Agência Brasil

    O juiz Sergio Moro mencionou divulgação de áudios de conversas do ex-presidente Lula, em 2016, e disse que pode “ter errado” ao tomar a iniciativa.

    A revelação do material, que incluía um telefonema de Dilma Rousseff para Lula, agravou a crise política vivida no governo federal à época, que culminou no afastamento da então presidente no Congresso em maio do ano passado.

    Na sentença que condenou o petista, Moro lembrou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki criticou a medida na ocasião com “palavras duras”.

    “Ainda que, em respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal, este julgador possa eventualmente ter errado no levantamento do sigilo, pelo menos considerando a questão da competência, a revisão de decisões judiciais pelas instâncias superiores faz parte do sistema judicial de erros e acertos”, escreveu o juiz.

    Em outros trechos, porém, Moro defendeu sua atitude. Disse que o Judiciário não deve ser o “guardião de segredos sombrios dos governantes” e que não foi uma iniciativa de “guerra jurídica”, como disseram os advogados de Lula.