Deputados articulam ‘distritão’ para 2018

    Hoje um candidato mais votado não garante necessariamente uma cadeira na Câmara

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    A eleição distrital voltou a ganhar força na Câmara dos Deputados. De acordo com o Estadão, parlamentares do chamado “centrão”, junto com o PSDB e PMDB, articulam o sistema que elege apenas os mais votados de cada estado para o Legislativo.

    A medida é apontada pelos parlamentares como uma forma de assegurar a própria reeleição e, consequentemente, manter o foro privilegiado, em meio ao descrédito com a classe política causado por escândalos de corrupção como os revelados pela Lava Jato.

    Hoje, um candidato mais votado não garante necessariamente uma cadeira na Câmara. O atual sistema é chamado de proporcional. Ele soma o número de votos de todos os postulantes na coligação e, a partir daí, define-se quantos assentos cada chapa terá direito.

    A ideia é apresentar a emenda do “distritão” durante as discussões, em plenário, do texto do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP), a ser analisado a partir de agosto.

    O modelo pode dificultar a renovação da Câmara e favorecer a permanência dos deputados no poder, uma vez que eles têm recall (são conhecidos por maior parcela do eleitorado pela participação em eleições passadas), visibilidade midiática e máquina administrativa, como acesso a emendas que garantem verbas para obras em redutos eleitorais.