O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), negou ter tratado com o presidente Michel Temer (PMDB), durante jantar no Palácio do Jaburu, na noite desta quarta-feira (19), sobre a possibilidade de o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, migrar do PSDB para o partido do chefe da República.
“Não. Isso nunca foi tratado, muito menos ouvi dizer que Imbassahy estaria insatisfeito com o PSDB. Não tenho conhecimento desse assunto. Não me sinto minimamente capacitado a falar sobre ele porque para mim é absolutamente desconhecido”, afirmou o democrata, ao ser perguntado sobre o assunto pelo bahia.ba, nesta quinta (20), durante debate com alunos de escolas públicas e particulares sobre o novo ensino médio, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Salvador Shopping.
A hipótese foi ventilada pela imprensa local e descartada ao site pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima. “Eu enxergo como especulação. Eu não ouvi do ministro Imbassahy, muito menos do PMDB da Bahia, do presidente Lúcio Vieira Lima, da sua direção, qualquer declaração nesse sentido”, reforçou Neto.
Segundo o prefeito, a pauta do encontro com Temer se limitou a tratar da “agenda do país” e da atração de recursos para a capital baiana. “Tive oportunidade de reiterar uma série de pleitos para a cidade do Salvador”, declarou, ao citar a vinda do ministro das Cidades, Bruno Araújo, na próxima sexta-feira (28), para a assinatura do contrato da segunda etapa do BRT.
Sobre a expansão ou fusão do seu partido, o democrata disse que as conversas com 11 deputados do PSB “estão avançando bem”. “Agora, ainda não estão na fase conclusiva. Provavelmente, nas próximas semanas essas conversas vão tomar corpo e é provável que em agosto a gente tenha uma posição sobre isso”, estimou, ao descartar interferência do Palácio do Planalto: “Eu não enxergo nenhum envolvimento do governo ou do PMDB para evitar que isso possa acontecer”.
Perguntado pelo bahia.ba se acredita na conclusão do mandato pelo presidente, ACM Neto preferiu ser cauteloso, mas voltou a negar que a sua sigla, sobretudo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, trabalhe para derrubar Temer no Congresso.
“Se nós formos analisar o contexto de hoje, o governo tem maioria no Congresso Nacional. Eu não tenho bola de cristal para fazer apostas. Esse momento na política é algo muito complicado. […] Rodrigo Maia tem sido exemplar ao mostrar que não vai participar de nenhuma conspiração ou tentativa de derrubada de governo. Isso está fora de cogitação. Não é da nossa natureza, nem do nosso partido. Isso não vai acontecer”, assegurou.

