Delator da JBS usou quatro aparelhos para gravar procurador

    Willer Tomaz, advogado contratado pela Eldorado Celulose, dizia que pagava R$ 50 mil mensais ao procurador da República Angelo Vilella, um dos responsáveis pela Greenfield

    Foto: Reprodução / TV Globo

    O diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, gravou uma conversa com o advogado Willer Tomaz, contratado pela Eldorado Celulose, empresa do grupo J&F, e o procurador da República Angelo Vilella, durante jantar na mansão de Tomaz.

    A Eldorado é alvo da Operação Greenfield, que investiga desvios em fundos de pensão. O advogado, segundo o delator, dizia que pagava R$ 50 mil mensais a Vilella, um dos responsáveis pela força-tarefa.

    De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os delatores da JBS não tinham provas dos repasses ao procurador, mas Tomaz havia fornecido documentos sigilosos da investigação e também o áudio de um depoimento de uma testemunha da Greenfield, gravado pelo procurador.

    A ação tinha o objetivo de produzir uma prova definitiva contra Vilella.