Roberto Muniz: ‘É difícil digerir mais impostos nos combustíveis’

    “Temer já não tem popularidade e mostra que ou não está nem aí para a população ou o caso é mais grave do que imaginamos”, diz senador

    Frase da vez

    “A diferença entre a morte e os impostos é que a morte não piora toda vez que Congresso se reúne.”
    Will Rogers, comediante norte-americano que foi pré-candidato a Presidência em 1928 (1879-1935).

    NA foto, Roberto Muniz quando era secretário de Agricultura no governo de Jaques Wagner (Foto Ronaldo Silva/ Governo da Bahia)
    Foto: Ronaldo Silva/ Governo da Bahia

     

    Integrante do PP, partido da base aliada de Temer, o senador Roberto Muniz, não engoliu o aumento nos impostos que incidem sobre os preços dos combustíveis:

    – Temer já não tem popularidade e mostra que ou não está nem aí para a população ou o caso é mais grave do que imaginamos. Aumentar justamente combustíveis, que é a base da cadeia produtiva, é uma atitude muito difícil de digerir.

    Ele ressalva que os combustíveis incidem diretamente nos demais produtos:

    – É um contrassenso. Vai impactar diretamente na inflação.

    Dormindo com o inimigo

    Na avaliação de Roberto Muniz, a situação de Temer é delicada, até porque está indefinida:

    – Isso não é uma briga de um round só. Estamos apenas no primeiro. Rodrigo Janot promete que vem mais. E Temer vive com Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, como naquele filme, ‘Dormindo com o inimigo’.

    O senador afirma que a população vive assim, em uma espécie de letargia, porque não vê na queda de Temer como mudança.

    – O ideal seria termos novas eleições já. Aí sim, é que significaria mudança.