Banco do Brasil vasculha operações com a Odebrecht na gestão Bendine

    Ex-executivo teria pedido R$ 17 mi para rolar uma dívida da Odebhecht Agroindustrial com a entidade bancária

    Cerimônia de devolução a Petrobras de valores recuperados pela Operação Lavajato. E/D: Deltan Dallagnol, coordenador da Operação, o procurador Rodrigo Janot e Aldemir Bendine, da Petrobras (José Cruz/ Agência Brasil)

    As operações financeiras da Odebrecht realizadas pelo Banco do Brasil que contaram com a participação do ex-presidente Aldemir Bendine, preso nesta quinta-feira (27) pela Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato, são alvo de uma auditoria interna que deve ser concluída ainda em agosto.

    Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, a entidade realiza um verdadeiro “pente-fino” para identificar os supostos beneficiamentos promovidos em troca de propina relatados por Marcelo Odebrecht em delação premiada.

    De acordo com as apurações, Bendine teria pedido R$ 17 milhões em propina para rolar uma dívida da Odebrecht Agroindustrial.

    Com relação às acusações no período em que chefiou a Petrobras, a defesa do ex-executivo alega que ele assumiu o comando da petrolífera quando a Lava Jato “já estava em pleno curso” e que ele agiu para “responsabilizar os envolvidos no esquema”.