Joesley se contradiz sobre propina a procurador, diz ex-advogado da J&F

    Acusado de pagar propina ao procurador Ângelo Goulart Villela para repassar informação privilegiada, Tomaz se diz vítima de armação

    Foto: Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo

    O advogado Willer Tomaz, que chegou a ser preso em decorrência da delação da JBS, apontou contradições entre o empresário Joesley Batista, dono da empresa, e Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

    “Em depoimentos em junho ao MPF, Joesley e Francisco desmentiram o que delataram à PGR em maio. Joesley, mais recentemente, afirmou que não sabe dizer se é verdade que eu pagava algum valor a Ângelo Goulart. De outro lado, Francisco se retratou do que havia dito antes à PGR e afirmou, no novo depoimento, que soube que eu teria dito que pagava R$ 50 mil a Ângelo, mas que não lembra se isso teria sido dito por mim ou por Joesley”, disse.

    Acusado de pagar propina ao procurador Ângelo Goulart Villela para repassar informação privilegiada a Joesley, Tomaz se diz vítima de armação.