Temer volta da China com Janot e Joesley no pé. Imbassahy no tiroteio

    Sem base de sustentação nem em seu partido, o PSDB, e nem mais em ninho político nenhum, o tucano baiano está sozinho na Secretaria de Governo

    Frase da vez

    “Nunca faças aposta. Se sabes que vais ganhar és um patife, e se não sabes és um tolo”
    Confúcio, sábio chinês (551 a.C-479 a.C.)

    Foto: Beto Barata/ PR
    Foto: Beto Barata/ PR

     

    Michel Temer volta da China quarta, se não resolver antecipar. Na espreita da nova denúncia do procurador Rodrigo Janot, que está saindo daqui a duas semanas, e vai deixar esse presente de despedida, Joesley Batista, o da JBS, numa completa falta de respeito, dizendo que “Temer é o ladrão geral da República”.

    Em suma: significa inquietação na base presidencial. No bojo da coisa, a passagem de Antonio Imbassahy como sucessor de Geddel na Secretaria de Governo está por um triz. Sem base de sustentação nem em seu partido, o PSDB, e nem mais em ninho político nenhum. Está só. Ou quase. Confia na amizade pessoal com Temer e Marcela para se garantir.

    Imbassahy tornou-se ministro pelas bênçãos de Aécio Neves. Quando o senador mineiro caiu em desgraça no caso JBS, ele manteve-se leal. E está indo junto.
    A banda anti-Temer liderada pelo senador cearense Tasso Jereissati, presidente em exercício, se ouriçou quando Aécio ameaçou voltar para a presidência, de onde foi deletado logo após o escândalo Joesley.

    Acabou que Tasso e Aécio fizeram um acordo com a vitória do primeiro, que permanece no cargo. Para Imbassahy foi letal.

    Dos outros tucanos baianos, Jutahy Júnior é aliado do senador José Serra, de São Paulo. E João Gualberto, independente, mas mais chegado ao governador Geraldo Alckmin.

    Nesse jogo, Imbassahy fica rigorosamente só. Ou melhor, só tem Aécio. E em cima de Temer a enorme pressão do PMDB e centrão sobre a infidelidade dos tucanos.

    Buscando casa – Nesse rififi, a única coisa certa é que Imbassahy não ficará no PSDB. Numa articulação lá por cima, até se tentou acertar a ida dele para o PMDB e assim se segurar. O PMDB disse não. Ou melhor, não a ele, mas pelo cargo, tudo. Argui direito adquirido desde os tempos de Geddel.

    Imbassahy andou conversando com Benito Gama, do PTB, e também o PRB.