Partidos jogam para enganar trocando de nome. Será que cola?

    E já que não há reforma, os partidos estão querendo embromar, mudar a fachada, apenas

    Frase da vez

    “A felicidade é sermos felizes, não fingir que somos perante os outros”
    Jules Reynard, escritor francês (1864-1910)

    Foto: Divulgação
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    É consenso entre os cientistas políticos, o Brasil precisa de uma reforma política profunda, que torne o eleito um real representante do segmento a que ele se propôs defender. Longe disso, nem a reforminha sabe-se se vai ter. A Câmara só tem até o fim do mês para votar algo visando 2018. E a coisa empacou: a banda que quer o distritão condiciona o apoio ao financiamento público, defendido pela esquerda, à adoção do sistema.

    E já que não há reforma, os partidos estão querendo embromar, mudar a fachada, apenas. O PTdoB já virou Avante, o PTN Podemos, o PSL quer chamar-se Livres, o PSDC Democracia Cristã, o PEN Patriota, o PMDB de MDB e o DEM de Centro.

    Dez entre dez cientistas políticos dizem que é trocar seis por meia dúzia. Apenas uma jogada de marketing. Ou seja, querem fugir do descrédito enganando pelas aparências.

    Se vai colar é o que vai se ver, com a ressalva: as explicações para as mudanças são várias, mas todos acham que é melhor.

    Quase recorde – Ponderando que noutros países partido só é partido quando tem voto, o recorde mundial é da Argentina, quem tem 37, mas o Brasil está pertinho de tomar o pódio. Tem hoje 35 partidos (28 deles com deputado ou senador no Congresso) e, segundo o TSE, mais 34 em processo de formação.

    É um negoção. Um partido que nasce agora, de registro cartorial na mão, já sai ganhando R$ 1 milhão para o ano.

    Isso só existe no Brasil.