Frase da vez
“Quem não evita as pequenas faltas pouco a pouco cai nas grandes”
Thomas de Kempis, monte e escritor alemão (1379 – 1471)

Geddel pautou as conversas do fim de semana para além do mundo político. Não tinha como não ser. Pela estatura política do personagem em apreço, pelo espanto da dinheirama e pelo impacto político que isso pode representar, dominaram as rodinhas, com o tempero do turbilhão de memes e vídeos turbinando as redes, sinal de que o caso virou piada nacional.
Quem perde e quem ganha? O consenso é de que politicamente ele está fora do mapa. De saída, ACM Neto sofre uma baixa. Mas não se sabe até que ponto. Nem também o tempo que Geddel ficará na cadeia para forçar a pressão do delata, não delata, o que significará o estrago bem maior do que a mera implosão do PMDB baiano, com Temer e cia no bolo.
Óbvio que a história de Geddel ainda está sendo escrita. Mas até este capítulo, ele está entrando para a história pela porta dos fundos.
Preocupações federais – O senador Romero Jucá (PMDB-RR) já alastrava pelos corredores do Senado as suas preocupações. O medo dele: que a coisa acabe atingindo Temer.
É possível? Sim, tanto porque Geddel foi ministro poderoso no início da era Temer como porque agora, em pleno inferno vivencial, caso sinta-se acuado pode delatar. Aliás, alguns dão isso como certo, o que quer dizer que a novela ainda vai se estender por muitos capítulos, como sempre, com lances de altos índices de audiência.
Cá na Bahia, com todos ainda atarantados, não se sabe como o partido vai ficar.
Os cinco deputados do partido na Assembleia se dividem entre os que querem esperar, os que defendem uma ação para tomar o partido e os que vão debandar, por achar que, tanto lá como cá, está tudo melado, cá com Geddel, lá com Jucá e cia.
Rui sai de lado – Também em Belo Campo, onde reuniu 29 prefeitos para articular o consórcio de saúde, Rui Costa foi abordado pelo jornalista Anderson Oliveira, do Blog do Anderson, de Vitória da Conquista:
— Governador, como é que o senhor viu aquela montanha de dinheiro?
— (Risos) Eu prefiro me concentrar no trabalho e deixar que o Ministério Público e a polícia falem sobre isso.
Arauto calado – O último arauto em defesa pública de Geddel era Herzem Gusmão (PMDB), prefeito de Vitória da Conquista.
Mesmo com Geddel em prisão domiciliar, estrilava as benfeitorias do líder.
Depois dos R$ 51 milhões, calou.

