Petista diz que participação de Lúcio em caso das malas é ‘fichinha’

    Afonso Florence reforçou a estratégia do grupo, de concentrar as atenções no prefeito ACM Neto: "Quem me garante que aquilo não tem dinheiro da obra da Barra ou da Defesa Civil?"

    Foto: Rodrigo Daniel Silva/bahia.ba

    Enquanto o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ensaia o movimento de se afastar politicamente do ex-ministro Geddel Viera Lima (PMDB) após a Polícia Federal apreender R$ 51 milhões ligados ao peemedebista, a oposição ao democrata quer reforçar o vínculo do gestor municipal com o aliado.

    No último final de semana, deputados federais procurados pelo bahia.ba disseram que ainda era “cedo” para discutir uma eventual representação contra o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), irmão de Geddel, apontado nas investigações como responsável por conseguir emprestado o apartamento onde foram localizadas as malas e caixas de dinheiro.

    Nesta segunda-feira (11), o deputado Afonso Florence (PT) reforçou a estratégia do grupo, de concentrar as atenções no prefeito. O petista classificou a participação de Lúcio no caso como “fichinha”, mas defendeu investigações contra ACM Neto.

    Preso com Geddel na última sexta-feira (8), Gustavo Ferraz comandava Defesa Civil de Salvador (Codesal). Nas investigações, ele é apontado como emissário de Geddel para apanhar propina vinda do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

    “Não se trata da disputa pequena. Claro que ele vai ter que responder possivelmente no Conselho de Ética, mas isso é fichinha. Aquele dinheiro tem digital de um dos principais articuladores próximos de Geddel com ACM Neto. Quem me garante que aquilo não tem dinheiro da obra da Barra ou da Defesa Civil de Salvador?”, questionou Florence.

    Na última semana, o deputado Jorge Solla (PT) já havia associado o prefeito ao caso das malas de dinheiro, ao dizer que os recursos “financiariam a campanha” de Neto em 2018. O prefeito prometeu processar Solla pela declaração.