E o efeito Geddel vai liberar dinheiro público para campanhas? Pode ser

    Se quiser alguma mudança nas regras do jogo eleitoral para valer ainda em 2018, a Câmara dos Deputados só tem esta semana para tentar chegar a algum acordo

    Frase da vez

    “Quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está tomando a decisão de não fazer nada”
    William James, filósofo norte-americano (1842-1910)

    Foto: Divulgação
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    Se quiser alguma mudança nas regras do jogo eleitoral para valer ainda em 2018, a Câmara dos Deputados só tem esta semana para tentar chegar a algum acordo no projeto de reforma que está empacado.

    Na semana passada, aprovou-se a cláusula de barreira, mas dois pontos cruciais – o sistema eleitoral (se é distritão, proporcional, distrital) e o financiamento público – travaram a pauta por falta de acordo.

    O deputado Benito Gama (PTB) diz que há o risco de não se ter reforma alguma:

    – Sem acordo não se aprova nada.

    Alguns partidos como PT, PR e PCdoB são radicais contra o distritão, mas favoráveis ao financiamento público, com dinheiro ainda a ser especificado. DEM, PSDB e outros reagem. Querem financiamento privado com novas regras, mas Benito admite que ficou muito difícil agora após o caso Geddel.

    – Nesse cenário ganha força o financiamento público.

    Só coligações – O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT) partilha da tese de que está muito difícil a Câmara aprovar alguma coisa:

    – Só é certo que não teremos coligações, porque ainda que a Câmara não aprove, a Justiça está pronta para declarar a ilegalidade.