Salvador e Lauro reacendem velha guerra por motivo (novo) de terras

    “Só quem legisla sobre isso é a Assembleia. Da forma como foi é uma tentativa de usurpação. O prefeito ACM Neto [...] foi maldoso”, reclama Moema

    Frase da vez

    “As tragédias verdadeiras no mundo não são conflitos entre o certo e o errado. São conflitos entre dois direitos.”
    Georg Friedrich Hegel, filósofo alemão, um dos mais importantes da história (1770-1831)

    Foto: Marvin Kennedy / Reprodução/ Wikipedia
    Foto: Marvin Kennedy / Reprodução/ Wikipedia

     

    Salvador e Lauro de Freitas sempre brigaram por questões de limites territoriais, a começar, pela posse do aeroporto, que Salvador ganhou. Na série de outros conflitos, a disputa agora ganhou um novinho em folha, recém-tirado do forno.

    No projeto de redimensionamento da capital que ampliou o número de bairros estão inclusos Itinga e Areia Branca, historicamente, fora de qualquer conflito, sempre administrados por Lauro de Freitas.

    Inicialmente até se disse que era uma picuinha de ACM Neto contra a prefeita Moema Gramacho, que é do PT. Nada disso. E quem esclarece é insuspeita, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), adversária dele.

    Ela conta que o projeto foi elaborado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), mas Moema diz que só o fato de a Câmara de Salvador se arvorar a criar bairros invadindo territórios de outros municípios é um desrespeito:

    – Só quem legisla sobre isso é a Assembleia. Da forma como foi é uma tentativa de usurpação. O prefeito (ACM Neto) diz que eu estou desinformada. Ele é que foi maldoso.

    Por cima dos critérios

    Moema diz que nem mesmo nos critérios definidos pela lei de Salvador Itinga e Areia Branca se enquadram:

    – O critério um diz que tem que ter escola, o dois unidade de saúde, o três unidade coletora e o quarto oferta de transporte. Escola, postos, coleta de lixo e ônibus tudo quem faz por lá é Lauro de Freitas. Se não houver acordo, iremos à Justiça.