‘Soube por interlocutores’, diz Robinson sobre perda de suplência

    Petista pode ser candidato a deputado estadual na próxima eleição; Assunto é discutido na corrente do partido “Democracia Socialista”

    Foto: Lucio Bernardo Jr. /Câmara dos Deputados

    O suplente de deputado federal Robison Almeida (PT) disse, na manhã desta sexta-feira (22), que soube por “interlocutores do governo” que ficaria sem mandato, após a articulação do governador Rui Costa (PT) que tirou Fernando Torres (PSD) da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) para colocar a ex-prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira (PSD).

    “Vi com bastante naturalidade [a volta para Salvador]. A gente sabia que tinha uma programação inicial para março, mas foi antecipada e só tenho a agradecer ao governador de poder representar a Bahia e defender as posições políticas do PT contra o golpe. Foi muito importante a experiência”, disse o petista, em entrevista ao bahia.ba, ao ressaltar que as alterações fazem parte da “racionalidade política”.

    “O governador precisa organizar sua sucessão e sou um soldado desta causa”, acrescentou, ao frisar que não “lamentava” o fato de não participar da votação da nova denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). “Não lamento, é coisa do destino”, pontuou.

    Pleito – Sobre a eleição de 2018, Robinson revelou que há conversas dentro da sua corrente no PT, a “Democracia Socialista”, sobre quem será candidato à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa (AL-BA). A ala discute a possibilidade de ter dois ou três postulantes a estadual e federal.

    Segundo ele, já está definido que Neusa Cadore e Bira Corôa vão disputar a reeleição para a AL-BA e Afonso Florence tentará a renovação do mandato no Congresso. O debate agora é se Zé Neto se manterá na Bahia ou tentará Brasília. Caso seja a segunda opção, Robinson vai postular o Legislativo baiano.