O PT defendendo Aécio? Fica esquisito. Está querendo vacina?

    Veja que a longa lista de acusados tem uma resposta padrão, tão visível que parece formulário: “Sou inocente, confio na Justiça”

    Frase da vez

    “Temos aí uma descrição sucinta do Estado moderno: trata-se apenas de uma disputa de poder entre quadrilhas, cada qual visando seus próprios interesses e os de sua base de apoio.”
    Lew Rockwell, norte-americano comentarista político, ativista (1943)

    Foto: Reprodução /  Gazeta do Povo /  Folhapress
    Foto: Reprodução / Gazeta do Povo / Folhapress

     

    O PT com Dilma na cabeça e a oposição com Aécio Neves na disputa de 2018 dá vastidão de quanto o povo brasileiro foi enganado. Divergiram de forma a fazer pensar em um confronto entre esquerda e direita.

    Vá lá que havia alguns ingredientes do embate. Mas é triste constatar, a julgar pelas revelações da Lava Jato, que do ponto de vista ético e moral eram todos farinha do mesmo saco.

    Veja que a longa lista de acusados tem uma resposta padrão, tão visível que parece formulário: “Sou inocente, confio na Justiça”.

    Temer gravado pelo empresário Joesley Batista em conversas sobre transações escusas disse que era ilação. Lula acusado por Palocci usou a mesmíssima palavra, ilação.

    Agora o STF afasta Aécio Neves, flagrado acertando R$ 2 milhões com Joesley, e causa um furor, com o PT, a partir da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, dizendo que os ministros extrapolaram.

    Ou o líder na Câmara, Carlos Zaratini (SP) dizendo que “torcer pela prisão de Aécio é um equívoco”.

    Ou seja, o STF teria passado por cima da Constituição. Mérito da questão à parte, a orquestração está sendo interpretada como um “eu posso ser Aécio amanhã”.

    No rastro da tentativa, o Senado decidiu deliberar em plenário sobre o assunto. Acha-se no poder de desfazer uma decisão do STF. Seria a desmoralização da República. Se não tanto pelo ato, muito por quem quer praticá-lo.