Justiça determina prisão de envolvido em propina da Odebrecht no Peru

    Dentro do mandato de García, são investigados pagamentos ilegais feitos pela empresa para ganhar a licitação da construção da Linha 1 do metrô de Lima

    Foto: Odebrecht

    O juiz Richard Concepción decretou nesta sexta-feira (29) 18 meses de prisão preventiva contra Víctor Muñoz Cuba, envolvido na propina de US$ 6,2 milhões da Odebrecht paga ao ex-vice-ministro de Comunicações Jorge Cuba Hidalgo para a construção da Linha 1 do metrô de Lima. A informação é da agência EFE.

    De acordo com a denúncia da procuradora Gladys Rojas, Muñoz Cuba, primo do ex-vice-ministro, realizou a transferência de US$ 6,2 milhões, dos aproximadamente 8,1 milhões de dólares entregues pela Odebrecht, por meio das empresas Hispamar International Corporation e Coneng Assets Incorporated.

    Como representante da empresa Hispamar, ele pediu à Banca Privada de Andorra em 2014 que fechasse uma conta e transferisse o dinheiro para outra conta da Coneng Assets, no banco suíço BSI.

    As obras da Linha 1 do metrô de Lima começaram na primeira gestão (1985-1990) do ex-presidente Alan García e terminaram na segunda (2006-2011), mas as ampliações estão atualmente em construção com outras companhias.

    Dentro do mandato de García, a Justiça investiga os pagamentos ilegais feitos pela Odebrecht para ganhar a licitação da construção da Linha 1 do metrô de Lima, motivo pelo qual se encontram detidos o ex-vice-ministro de Comunicações Jorge Cuba e vários membros do comitê de licitação da obra.

    Alan García explicou os esquemas de corrupção ocorridos em seu segundo governo e, em fevereiro, prestou depoimento sobre o contrato do Gasoduto Sul Peruano, licitado no governo de Ollanta Humala.

    O Ministério Público do Peru investiga propinas de US$ 29 milhões pagas pela Odebrecht em um período que compreende o governo de Alejandro Toledo (2001-2006), o segundo governo de Alan García (2006-2011) e o de Ollanta Humala (2011-2016).