Dogde defende sigilo de delação até Justiça aceitar denúncia

    Antecessor da procurador-geral da República, Rodrigo Janot pedia o fim do segredo no início das investigações

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, quer que os sigilos das delações premiadas e investigações sejam mantidos até o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar a denúncia, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

    A lei que regulamentou o instituto da delação, de 2013, estabelece que “o acordo de colaboração premiada deixa de ser sigiloso assim que recebida a denúncia”, mas não trata sobre manutenção de sigilo durante a apuração.

    O antecessor de Dodge, Rodrigo Janot, pediu muitas vezes o fim do sigilo no início das investigações. Foi o que ocorreu em grandes delações como a da Odebrecht e também a da JBS. Segundo ela, o objetivo da medida é preservar a investigação.