No PMDB baiano, muitas incertezas no limiar da nova era, o pós-Geddel

    No caso em apreço, já se sabia que Lucio estava em má situação. Agora, carimbou o seu flagelo: não tem mais chance de recuperação política,

    Frase da vez

    “Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão…”
    Chico Xavier, líder espírita mineiro (1910-2002).

    Foto: Reprodução Facebook.
    Foto: Reprodução Facebook.

     

    O PMDB baiano passou a fazer reuniões quinzenais depois do baque (político) dos R$ 51 milhões e ontem era dia. Não aconteceu. A PF na cola de Lúcio Vieira Lima, o presidente licenciado, abortou a agenda.

    Alguns integrantes até foram. Tudo vazio. Apenas uma equipe de tevê, no chão, e outra no ar, num helicóptero rondando a sede do partido no Costa Azul, certamente imaginando que a PF também iria lá.

    O consenso entre os peemedebistas: não há nada ruim que não possa piorar. E piorou.

    No caso em apreço, já se sabia que Lucio estava em má situação. Agora, carimbou o seu flagelo: não tem mais chance de recuperação política, o que vira a página de vez da história dos Lima no comando do partido na Bahia.

    O partido vislumbra o futuro imediato torcendo o nariz para uma eventual entrada de Antonio Imbassahy e definiu um rumo, pelo menos, até 2018: ficar sob a batuta de ACM Neto.

    Até porque, ninguém duvida de novas pioras, tanto cá na Bahia como lá em Brasília, onde tem Temer, Moreira Franco, Elizeu Padilha, todos emparedados pela Lava Jato.

    Mesmo assim, a ideia é crescer. Como? Eis o desafio.

    Sorte e azar de Job

    Job Ribeiro Brandão, o assessor parlamentar de Lúcio Vieira Lima envolvido no caso dos R$ 51 milhões, entrou no navio por confiança nos chefes. Ele é um ‘faz tudo’ da família, pessoa humilde que os Limas adotaram.

    Os que o conhecem de perto dizem que ele é mais vítima. Como as digitais estavam no dinheiro, vai ter que se explicar.