Caíque se desculpa com torcida e mira Ba-Vi decisivo

    Na saída de campo após derrota para o Atlético-PR, goleiro reagiu a críticas com declaração polêmica: "Ano que vem meu contrato acaba"

    Foto: Divulgação

    O clima no Barradão anda cada vez mais pesado. Após a derrota para o Atlético-PR na última quinta-feira (19) e as críticas e vaias por parte da torcida, o goleiro Caíque deu um declaração que minou ainda mais a relação: “O ano que vem está aí e meu o contrato acaba”.

    A declaração foi suficiente pra causar a ira da torcida nas redes sociais. Se era visto como uma joia da base, o arqueiro foi alçado ao posto de traidor e de “sem amor a camisa” pelos torcedores nos canais de comunicação do clube.

    Nesta sexta-feira (20), de cabeça fria, o atleta resolveu se retratar: “Primeiramente, [quero] pedir perdão à torcida rubro-negra do meu falar. Saí de cabeça quente, encostei na divisória e dei aquela fala, que ano que vem meu contrato acaba. Isso fui infeliz, reconhecido meu erro, conversei com o professor. Peço  desculpas à torcida que me abraçou. Muitos desacreditavam. Levo como lição na minha vida. Tenho que superar as críticas. Absorver isso como lado positivo. Só cobram de quem pode dar mais. Isso que faz um homem crescer”, afirmou.

    Caíque revelou também que, após a declaração, recebeu ameaças nas redes sociais, e admitiu que a torcida tem o direito de cobrar o que quiser dos jogadores dentro de campo, mas que fora dele isso não pode acontecer.

    “A torcida vai cobrar, né? Está no direito de cobrar, elogiar. Mas isso não pode ser fora de campo, com ameaças. Recebi ameaças nas minhas redes sociais, desejando mal, dizendo que se me encontrar na rua vai me pegar. Dentro de campo é normal. Quem tem essa vida, sabe. Eu tenho um caminho que Deus me botou na minha vida e vou trilhar”, disse.

    Ba-Vi decisivo – Na véspera do Ba-Vi decisivo, que coloca os rivais e concorrentes na briga contra o rebaixamento frente a frente, Caíque afirmou que espera um jogo duro e que, pela situação dos dois times na tabela, não há favorito no momento.

    “Um jogo diferente, é um clássico. Ninguém é favorito a nada, independente[mente] da torcida. É jogar 11 contra 11. Quem sair melhor, ganha. Então faz diferença você jogar fora. Fora do seu santuário, no Barradão. Onze contra onze, que vença o melhor”, avaliou, antes de evitar entrar em mais uma polêmica quando questionado sobre o apelido dado para a Arena Fonte Nova pela torcida rubro-negra.

    “Casa de praia deixo para o torcedor. A gente leva pela Fonte Nova. Jogo aberto. Então, a gente vai procurando a vitória. Se a gente entrar determinado, a gente vai conseguir a vitória”, finalizou.