Depoimento de João Leão à PF é adiado por 90 dias

    Processo é sigiloso, mas o bahia.ba conseguiu identificar que a acusação diz respeito ao artigo 350 do Código Eleitoral, que versa sobre a acusação de Caixa 2

    Foto: Alexandre Galvão/ bahia.ba

    Investigado por suspeita de caixa 2 pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), o vice-governador João Leão (PP) teve o depoimento que terá de prestar à Polícia Federal adiado em 90 dias, a pedido do Ministério Público Eleitoral. A nova data não foi informada.

    O processo é sigiloso, mas, por meio da petição elaborada pelo juiz Diego Freitas Ribeiro, o bahia.ba conseguiu identificar que a acusação diz respeito ao artigo 350 do Código Eleitoral, que versa sobre a acusação de Caixa 2.

    Procurada, a defesa do pepista, capitaneada pelo criminalista Gamil Föppel, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    Leão foi citado nas delações da Odebrechet. Em uma das vezes em que aparece, o vice-governador teria embolsado dinheiro por ter favorecido a empresa na ocasião em que foi relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em 2007, quando era deputado federal.

    Ainda segundo o MPF, uma planilha da empresa “indica a efetiva realização de pagamentos em favor de João Leão”.