Eleição na 2ª Turma do TRT-Ba dá rebu entre desembargadores

    Presidente Renato Simões distribuiu as chapas anunciando que a votação seria secreta. A desembargadora Margareth Rodrigues Costa pediu a palavra e se declarou candidata

    Advogados e interessados na pauta da sessão de ontem da 2ª Turma do TRT da Bahia ontem acabaram se transformando em testemunhas de um arerê eleitoral.
    Havia outra pauta, o da eleição para a presidência.

    O presidente Renato Simões distribuiu as chapas anunciando que a votação seria secreta. A desembargadora Margareth Rodrigues Costa pediu a palavra. Disse estranhar que a presidência sempre foi ocupada por rodízio, em votações abertas, e era a vez dela. E se declarou candidata.

    Renato, o presidente, também se declarou candidato e disse que a votação aberta ou secreta, tanto fazia. Dada a palavra aos outros desembargadores (a Turma tem cinco e um deles estava viajando), todos disseram não ver problemas na apresentação de candidaturas.

    Margareth tirou o pé fora e bateu forte. Se disse estarrecida por estar assistindo um golpe branco, que se fala em ética mas não se pratica, se faz a ética da hora e fechou, dirigindo-se a Renato:

    — O que me move eu deixo claro, o que lhe move eu não sei. Isso me causa decepção, mas não me abala. Quando as pessoas se agarram a cargos agem como crianças. A cadeira de presidente desta Turma perdeu o lustre, se transformou numa banqueta.

    A eleição aconteceu, aberta, ressalte-se. E Renato ganhou de 4 a 1.