Texto que deve guiar PSDB em 2018 tem acenos à esquerda

    Boa parte das 14 páginas do texto é dedicada a compromissos sociais

    Foto: Alexssandro Loyola / Ascom / PSDB

    O manifesto que deve orientar as posições do PSDB em 2018, ano eleitoral, tem acenos à esquerda, de acordo com a Folha.

    O documento prega que o Estado não deve ser “nem máximo, nem mínimo, pois esse é um falso dilema” e tem de ser “musculoso, eficiente”. Prega “choque de capitalismo”, redução da máquina e mira dobrar a renda per capita em 20 anos.

    O documento “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos” foi elaborado pelo Instituto Teotônio Vilela e burilado por caciques tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Boa parte das 14 páginas do texto é dedicada a compromissos sociais.

    Ao defender uma reforma tributária, por exemplo, pede um sistema progressivo por princípio de “justiça fiscal”. A bandeira da sustentabilidade é apresentada como “soft power” natural do país.

    “O livre mercado por si só não é capaz de assegurar a distribuição mais equânime das riquezas produzidas e, assim, superar as desigualdades e a pobreza. Torna-se necessária, portanto, a intervenção do Estado democrático”, descreve o texto.