A modelo britânica Kadian Noble processou o produtor Harvey Weinstein em um tribunal de Nova York nesta segunda-feira (27). Aspirante a atriz, ela também diz ter sido vítima de abuso sexual. A diferença é que Noble cita também “tráfico sexual” em sua acusação. Weinstein, por meio de representante, negou.
Na sua queixa, a modelo cita ainda Bob Weinstein, irmão e sócio de Harvey. De acordo com ela, Bob facilitou os atos sexuais, embora tivesse conhecimento dos supostos crimes. Na ação civil, Kadian diz ter conhecido Harvey Weinstein em Londres, quando ele teria dito que poderia ajudá-la a iniciar uma carreira como atriz.
Ela afirma que, em fevereiro de 2014, os dois se encontraram em Cannes, na França. Na ocasião, ele a convidou a ir ao hotel Le Majestic para que pudessem conversar sobre o futuro profissional. Harvey teria dito: “Cuidaremos de tudo para você, se você relaxar”. Kadian afirma ter ouvido uma “promessa de um papel cinematográfico” da parte de Weinsten, que usaria a influência em favor da aspirante a atriz.
Kadian alega que o produtor primeiro começou a massageá-la nos ombros e proposto que fossem à suíte. Weinstein teria, então, telefonado para um funcionário da Weinstein Company, que teria dito a ela para ser “uma boa menina e faça qualquer coisa que ele queira”.
Ainda de acordo com o processo, em seguida, Harvey Weinsten tocou os seios de Kadian, que pediu para ele parar. Ela teria se sentido obrigada a continuar por causa de benefícios que poderia tirar de uma “relação favorável” com o produtor.
Ela contou também que foi forçada a entrar no banheiro e teve os seios e nádegas tocados. Segundo ela, ao tentar ir embora, teve a saída bloqueada. Kadian afirma que foi forçada por Weinstein a masturbá-lo.
Em comunicado divulgado também nesta segunda, Holly Baird, porta-voz do produtor, afirmou: “O sr. Weinstein nega alegações de sexo não-consensual. O sr. Weinstein tem mais do que confirmado que nunca havia quaisquer atos de retaliação contra qualquer mulher por recusar seus avanços”.
Acusado por diversas atrizes, o produtor tem negado ter tido relações sexuais não-consensuais com qualquer pessoa.
Para enquadrar o caso na categoria “tráfico sexual”, o processo alega que Weinstein fazia falsas promessas de estrelato em troca de gratificação sexual. Pela legislação americana, é proibido forçar alguém a fazer sexo por meio de força, ameaça de força, fraude ou coerção em acertos interestaduais ou com país estrangeiro.

