Dezenove pessoas mantidas em trabalho escravo são resgatadas

    Os donos da propriedade rural, que não estavam no local no momento da operação, terão que pagar R$ 40 mil de encargos trabalhistas

    A Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo da Bahia resgatou, nesta segunda-feira (27), dezenove trabalhadores mantidos em condição análoga à escravidão na fazenda Vitória, localizada em Ribeirão do Largo, no sudoeste baiano, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT).

    Os donos da propriedade rural, que não estavam no local no momento da operação, terão que pagar R$ 40 mil de encargos trabalhistas relativos às rescisões, de acordo com o MPT.

    Das 19 pessoas retiradas, somente o vaqueiro possuía carteira de trabalho assinada. Todos os trabalhadores viviam em casas sem energia elétrica, água encanada, banheiros e acesso à água potável. Além disso, atuavam sem qualquer tipo de proteção, como luvas e máscaras para aplicação de defensivos agrícolas.

    O produto, por sua vez, era guardado no mesmo local em que as pessoas dormiam. Algumas delas ainda tinham marcas de picada de escorpião e aranha.