Barragens, o problema agora é vigiá-las de perto

    Até o mês passado, o grande problema nas 330 barragens baianas (incluindo as grandes, como Sobradinho) era a água pouca

    Até o mês passado, o grande problema nas 330 barragens baianas (incluindo as grandes, como Sobradinho) era a água pouca.

    Agora, com as chuvaradas deste mês, a situação é inversa, é agua muita.

    Diz Paulo Sérgio Luz, superintendente da Defesa Civil da Bahia, que está empenhado em fazer um diagnóstico da situação. O problema emergiu após o desastre de Mariana, quando órgãos do governo federal começaram a fazer pressão para monitorar com mais rigor as 14.996 barragens do país.

    Diz o deputado Zó (PCdoB), que é de Juazeiro, em termos de água o dezembro de 2017 é um dos melhores dos últimos tempos. E é aí que está o problema: o aguaceiro é consequência do La Niña, fenômeno climático que resfria as águas do Oceano Pacífico e faz chover forte (ao contrário do El Niño) na Amazônia, Nordeste e Sudeste.

    É aí que mora o perigo, segundo os especialistas. O La Niña da vez vai ficar até abril. E o rompimento de uma dessas barragens seria tragédia anunciada.