Braço afro do PMDB repudia entrada de Luislinda Valois no partido

    O PMDB afro considera que a filiação é estratégia de Valois com o "único propósito de se manter no cargo" de ministra de Direitos Humanos

    Foto: Divulgação

    A ala afro do PMDB barrou o ingresso da ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, no partido, em carta enviada ao presidente do partido, Romero Jucá (RR). Conforme informações do jornal Folha de S.Paulo, em uma tentativa de se manter no cargo, ela pediu a desfiliação do PSDB após a legenda desembarcar do governo Temer. Segundo a repartição afro tucana, receia-se que ela se torne integrante da sigla.

    “O PMDB Afro repudia a possível filiação da senhora Luislinda Valois, atual ministra dos Direitos Humanos, ao PMDB. Entendemos que esta senhora vem, com suas ações, com suas palavras, constrangendo o governo do presidente Temer ao longo deste período em que ficou como ministra e não justifica uma filiação com o único propósito de se manter no cargo”, declarou o presidente nacional do PMDB Afro, Vanderlei Lourenço, a Jucá.

    “A atual ministra, convidada pelo presidente Michel Temer, não encontrará na Bahia guarita para repousar e para, a partir daí, manter-se no cargo de ministra de Direitos Humanos”, avisou Nestor Neto, presidente do PMDB Afro da Bahia.

    O grupo reclamou de não ter espaço no governo Temer. “O PMDB Afro não está hoje ocupando espaços no nosso governo do PMDB, no governo do presidente Michel Temer. Entendemos que é fundamental que essa participação se dê de forma mais efetiva”, reivindicou Lourenço.

    O PMDB Afro apresentou o nome da pedagoga Maria da Penha de Souza Menezes, de Rondônia, para ocupar o cargo.
    Jucá, que discursou ao final do encontro, não se manifestou sobre a polêmica envolvendo a pasta de Direitos Humanos, mas posou para fotos com Maria da Penha, que foi saudada como “ministra”.