Frase da vez
“Me disseram que quem sonha alto o tombo é grande. Só que se esqueceram de me perguntar se eu tenho medo de cair”
Bob Marley, cantor jamaicano, o rei do reggae (1945-1981).

No (tradicional) encontro de fim de ano com jornalistas ontem no Sheraton, ACM Neto admitiu que reflete sobre uma possível candidatura ao governo, mas não decidiu:
— Num shopping, uma mulher me perguntou se eu ia me candidatar a governador. Respondi: se eu disser que não sei, você vai acreditar? Acredite: essa decisão ainda não foi tomada. Nada antes do carnaval. A condição é que o povo de Salvador queira.
E dá para acreditar? Não. A questão básica é que Neto, nos seus dois mandatos como prefeito de Salvador, se consolidou como o grande líder da oposição. Sob a batuta dele estão 15 deputados federais cuja grande maioria vai tentar a reeleição e 21 estaduais, além dos novos postulantes.
Neto diz que no conjunto dos seus aliados há nomes capazes de cumprir a missão. Quem? Também não tem. Ele é apontado por alguns como o “príncipe herdeiro”. Herdou a grife do avô e se firmou nesse campo.
Ele pode até não querer, mas vai ter que ir. Os aliados dele exigem.
Rui, a pedra
No encontro, Neto voltou a bater em Rui. A creditar uma suposta falta de credibilidade fiscal do governo baiano o corte do empréstimo imposto por Temer.
No povão, o fato é que Rui Costa é acreditado e Neto tenta desconstruir isso. Cola?
O povo gosta de ver é resultados. A engrenagem de cima só é preferencial quando tem falcatrua. E por esse viés, os dois vão bem.
Novos paradigmas
Neto avalia que a influência federal, decisiva nos últimos tempos na Bahia, em 2018 não terá tanto peso. Ele cita que, mesmo se Lula vier a ser candidato, em tese o pior dos cenários para ele, já não é a mesma coisa:
— Antes eles tinham o poder, a máquina federal e a estadual. Agora, não. E Lula já não é o suprassumo e nem o herói.
O tititi das alianças
Sobre o tititi em torno de uma possível aliança com o PP, do vice-governador João Leão, ele diz que prefere não falar:
— Em Brasília, eu converso muito com líderes do PP e do PR. Não quer dizer que eu converse sobre as coisas da Bahia. Já decidi que, sobre esse assunto, eu só falo quando o martelo estiver batido, se for o caso.

