Temer diz que mexer na Previdência agora adia reforma ‘muito mais radical’

    "Radical do tipo daquela que ocorreu em estados europeus, e que houve cortes de pensão, de 20%, 30%, houve corte de vencimento de servidores públicos", disse presidente

    Foto: Carolina Antunes/ PR

    O presidente Michel Temer (PMDB) declarou nesta quarta-feira (27) que, caso a sua reforma da Previdência não seja aprovada, será necessária, no futuro, uma alteração “muito mais radical” nas regras da aposentadoria.

    O peemedebista citou como exemplos de reformas “radicais” as medidas adotadas em países europeus, de acordo com o G1.

    “Se nós não fizermos agora, não haverá um candidato a governador, não haverá um candidato a presidente, não haverá um candidato a deputado federal, a senador que não tenha que tocar no assunto, porque será cobrado a respeito da reforma da Previdência. E, sobre ser cobrado, ainda quando tiver que fazê-la, terá que fazer uma reforma muito mais radical, radical do tipo daquela que ocorreu em estados europeus, e que houve cortes de pensão, de 20%, 30%, houve corte de vencimento de servidores públicos”, afirmou Temer.

    O presidente também classificou como “fundamental” a reforma previdenciária, durante um evento de assinatura da criação da zona de processamento de exportações do porto de Açu, no estado do Rio de Janeiro.