Decisão judicial força PMs a voltarem às ruas do Rio Grande do Norte

    Segundo o despacho, agentes que promoveram e defenderam a paralisação da Polícia Militar potiguar deveriam ser presos

    Foto: Reprodução

    A Justiça do Rio Grande do Norte decretou, na manhã desta terça-feira (2), a prisão de agentes que promoveram e defenderam a paralisação da Polícia Militar (PM) no estado, iniciada no último dia 19 de dezembro. Com o impedimento da greve, policiais deixaram os batalhões da região metropolitana de Natal, capital potiguar, para retomar o patrulhamento. Algumas equipes permaneceram nas unidades.

    Além disso, a Justiça determinou multa diária de R$ 100 mil para as associações que representam os militares. Apesar destas agremiações negarem a existência de uma greve, salientaram o prosseguimento da operação ‘Segurança com Segurança’ , a qual postula que militares só devem atuar com carros e equipamentos em condições de uso.

    Policiais civis, que atuam em regime de plantão desde o dia 20 de dezembro, tiveram reunião com a delegada-geral de polícia na manhã desta terça-feira (2) e agendaram uma assembleia para o período da tarde.

    Policiais militares, civis e bombeiros do estado estavam parados em protesto contra atrasos salariais. Sem policiamento nas ruas, houve aumento da violência e, no último final de semana, o governo federal interviu com o envio de 2,8 mil mulheres e homens e das Forças Armadas para reforçar a segurança.