Atrizes vestirão preto no Bafta, em protesto contra assédio sexual

    Considerada o "Oscar" do Reino Unido, a premiação acontece no dia 18 de fevereiro, em Londres, e será palco de uma manifestação semelhante à do Globo de Ouro

    Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

    A premiação do Bafta, o Oscar do Reino Unido, será palco de mais um protesto contra assédio sexual. Segundo a “BBC”, uma carta distribuída a profissionais da TV e do cinema convida as mulheres se vestirem preto para comparecer à cerimônia e deve contar com a adesão de algumas das maiores estrelas britânicas.

    A iniciativa segue o movimento organizado na última edição do Globo de Ouro, no início de janeiro, quando atrizes como Allison Williams (“Corra!”), Missi Pyle (“Jumaji: Bem-vindo à selva”) e Yvonne Strahovski (“Handmaid’s Tale”) foram com vestidos pretos em apoio ao movimento “Time’s Up”, fundado por mulheres de Hollywood para combater os crimes sexuais.

    Para o Bafta, a manifestação é apoiada por nomes como Emma Thompson, Daisy Ridley, Emma Watson, Gemma Arterton, Keira Knightley, Jodie Whittaker, Emilia Clarke, Noma Dumezweni, Natalie Dormer e Felicity Jones, de acordo com a BBC.

    Ainda de acordo com a emissora, a carta pede que as convidadas “usem preto para a cerimônia de premiação, para acompanhar as nossas irmãs que participaram do Globo de Ouro”. Para os homens, sugere o uso de acessórios, como bottons, em apoio ao movimento.

    “Mais de metade de todas as mulheres e quase dois terços das mulheres entre 18 e 24 anos [no Reino Unido] sofreram assédio sexual no trabalho”, diz o documento. E continua: “Esperamos que aqueles que são privilegiados o suficiente para ter uma plataforma possam usá-la para conscientizar sobre experiências de mulheres além da nossa indústria, muitas vezes silenciadas e marginalizadas”.

    Joanna Lumley é a apresentadora do Bafta neste ano. Será a primeira vez em mais de uma década que a cerimônia terá uma mulher no comando. A premiação acontecerá em 18 de fevereiro, em Londres.