Um homem, identificado como Lucas Almeida, pode ser demitido após fazer ‘brincadeira’ racista durante o carnaval. Ele teria pedido pra tirar foto com três jovens negros, sem camisa, no meio da folia, mas na legenda escreveu: “Vou roubei seu celular” (sic).
A foto foi publicada em sua story no Instagram, mas a imagem foi caputada e compartilhada. Ao tomar conhecimento, uma das vítimas da ‘selfie’ de mau gosto fez um post nas redes sociais nesta quarta-feira (15), denunciando o caso.
“Infelizmente ninguém está livre do racismo e do preconceito, esse babaca chegou em nos no bloco pediu pra tirar uma foto com gente , sem nem nos conhecer sem nunca ter visto nos , ae vai e faz esse merda , filhinho de papai encubado otario . Somos pretos somos favelado e temos muito orgulho .#diganaoaopreconceito “, publicou.
A publicação repercutiu e chegou à empresa em que Lucas trabalha, a Studio Victoria. O sócio proprietário da empresa, Fabrício Affonso – negro – emitiu uma nota na página oficial em que reconhece a “postagem preconceituosa, infeliz e racista”. Ele diz que a sua “cor é carregada de estigma”, e sabe o quanto lutou para alcançar seus objetivos.
O proprietário conta no texto as dificuldades enfrentadas na criação da empresa, e que hoje conhece os funcionários a “nível pessoal”. Afirmou que a postagem foi “infeliz”, “beirando a ingenuidade”, mas que a Studio Victoria não pode compactuar com essa atitude, e que com certeza, será tomada a “medida necessária”.
Fabrício afirmou que não se interessa “por um funcionário com tal perfil”, e que “nem a imaturidade, nem o carnaval e nem a bebida” são desculpas para o racismo. “Nada é desculpa para o racismo”, finalizou.
O autor da ‘brincadeira’ fez um post para se retratar, em sua página pessoal no Facebook. Ele pede “sinceras desculpas” aos jovens que aparecem na foto, e garantiu que não se opõe “a qualquer manifestação de preconceito, seja ele de raça/etnia, de religião, de gênero”.
Lucas afirma que a intenção era “replicar um meme famoso”, e fazer referência a si próprio, para “criticar e combater” com ironia, “uma reconhecida injustiça”. Ele admitiu que a “brincadeira” foi “infeliz”, e motivada pela “euforia do carnaval”.
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