CPI da Fonte Nova ‘não assusta’, diz líder do governo

    "Se não tiver objeto, a CPI vai ser arquivada. Não assusta. Se chegasse a ser instalada, não nos faltaria defesa. Não temos por quê estar agoniados", disse Zé Neto ao bahia.ba

    Foto: Juliana Andrade/AL-BA

    Líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Zé Neto (PT) minimizou em entrevista ao bahia.ba a articulação da bancada da minoria para instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o que já é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Cartão Vermelho, deflagrada na segunda-feira (26).

    “Não conheço o texto (da proposta de CPI), não me disseram nada sobre qual seria o objeto ainda. Se não tiver objeto, a CPI vai ser arquivada. Não assusta. Se chegasse a ser instalada, não nos faltaria defesa. Não temos por quê estar agoniados”, disse Zé Neto.

    Além de defender o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jaques Wagner (principal investigado pela PF), o deputado lembra que a oposição já tentou instalar uma CPI pelo mesmo motivo (denúncia de superfaturamento na construção da Arena Fonte Nova) logo após a Copa do Mundo de 2014, e que os deputados não tiveram sucesso.

    “Nenhum fato relevante até então. Eles (oposição) têm conhecimento disso desde 2013. Logo depois da Copa eles tentaram instalar uma CPI para isso mesmo. Não tem sentido. Nós queremos encerrar tudo isso, para que o Judiciário esclareça tudo. Não tem sentido 450 milhões de reais de desvios com uma obra no valor final de 678 milhões, um dos menores valores obras das arenas. Não tem espaço para isso (CPI). Eles não têm nenhum novo fato. Operação exagerada da Polícia Federal. Wagner esteve há poucos meses em depoimento à PF. Ele não tem nenhuma objeção a responder nada a ninguém”.