Incluído em inquérito, Temer avalia ir ao STF e escrever carta a Dodge

    O presidente analisa entrar com uma petição no Supremo Tribunal Federal para sobrestar (suspender) a investigação

    Foto: Carolina Antunes/ PR

    Irritado após ser incluído em inquérito que investiga pagamento de propina da Odebrecht à Secretaria de Aviação Civil, o presidente Michel Temer (MDB) debateu nos últimos dias com ministros, auxiliares e advogados qual a melhor estratégia jurídica a ser adotada.

    O emedebista analisa entrar com uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) para sobrestar (suspender) a investigação e já cogitou até mesmo enviar uma carta à procuradora-geral da República, Raquel Dodge – que solicitou sua inclusão no inquérito – para questioná-la, com argumentos jurídicos, de acordo com o Blog da jornalista Andréia Sadi.

    Conselheiros jurídicos do chefe do Planalto avaliam que alguns ministros do Supremo entendem que um presidente não pode ser investigado por crimes supostamente cometidos antes de seu mandato.

    Pelos cálculos do Planalto, pelo menos três dos 11 integrantes da Corte concordam com essa tese, e outros três ou quatro são favoráveis a investigar o presidente, mas não processá-lo.