A pouco mais de seis meses das eleições, um cenário muito confuso

    A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) está entre os que admitem a insegurança generalizada, também do ponto de vista institucional

    Frase da vez

    “É preciso coragem para se arriscar num futuro incerto”

    Caio Fernando Abreu, jornalista e escritor brasileiro (1948-1996).

    Foto: João Victor Medeiros/Bahia.ba
    Foto: João Victor Medeiros/Bahia.ba

     

    Nas primeiras incursões pelo interior tentando escalar os times para a peleja de 2018, os políticos detentores de mandatos já perceberam um fato que vai aumentar o mix de dificuldades na campanha: as lideranças do interior, como vereadores e afins, não se deram conta de que a Lava Jato fechou as torneiras da dinheirama, e fazem suas pedidas como se nada tivesse acontecido.

    ‘Não cairam na real’, diz um deputado de segundo mandato, que admite como uma pequeníssima vantagem o fato de que o jogo é (quase) igual para todos.

    Quase porque o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, já sinalizou que o candidato pode financiar a sua própria campanha. Ou seja, pode doar dinheiro a si mesmo, o que tende a forjar outra distorção democrática, quem tem dinheiro está na vantagem.

    A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) está entre os que admitem a insegurança generalizada, também do ponto de vista institucional.

    Ela aponta que a visita de Lula a Salvador, semana passada, no Fórum Social Mundial, pode ser os seus últimos atos em liberdade. E cita que a fragmentação institucional é outro complicador.

    — As Forças Armadas estão divididas, o Judiciário também, a política toda fragmentada e para complicar, Temer está acuado pela Justiça. E se Temer cair, quem vai substituí-lo? Como resolver essa questão a seis meses do fim do mandato? Está tudo muito confuso…