Segundo Otto, o caso da Fafen expõe o desgoverno do Brasil

    O fechamento da Fafen desagrada aos sindicalistas da química porque tira empregos, aos emrpresários, grande parte do Polo Petroquímico de Camaçari, ao mercado

    Foto: Alexandre Galvão/bahia.ba

    Diz o senador Otto Alencar (PSB), que o caso do anunciado fechamento da Fafen, que foi postergado, dá uma ideia bastante precisa sobre a imensidão da indigência política nacional. O país está entregue, segundo ele, a interesses subalternos.

    O fechamento da Fafen desagrada aos sindicalistas da química porque tira empregos, aos empresários, grande parte do Polo Petroquímico de Camaçari, ao mercado, porque pelo menos sete indústrias vizinhas consomem a amônia que ela produz.

    Eles teriam que passar a importar o que têm na porta de casa. Com o detalhe, que Otto aponta como o absurdo dos absurdos no caso:

    — O Porto de Aratu é preparado apenas para exportar. O governo teria que gastar dinheiro para adequá-lo as importações. Aonde é que uma decisao dessas é apenas empresarial? Isso é política.

    Lavando as mãos

    Otto conta que no encontro desta semana das lideranças baianas, empresariais, políticas e sindicais, com Pedro Parente, presidente da Petrobras, o desgoverno no trato dos interesses públicos ficou claro quando Temer se posicionou.

    — O André Moura (PSC), deputado lá de Sergipe, falou com Temer e sabe o que ele respondeu? Que não vai se meter em problemas de empresas. Já viu isso?

    Ou seja, na avaliação de Otto, situações como a da Fafen, pela abrangência estratégica, é um problema de governo e não a bel prazer de uma empresa estatal.