Deputados da oposição dizem que a ordem é unir Zé Ronaldo e Gualberto

    Um olhar sobre 2010, quando Jaques Wagner teve 4,1 milhões de votos contra 1 milhão e 33 mil de Paulo Souto e 1 milhão de Geddel mostra que a oposição elegeu 15 federais e 24 estaduais

    Frase da vez

    “Pior do que não terminar uma viagem é nunca partir”

    Amyr Klink, navegador brasileiro (1955)

    Fotos: Mateus Soares/bahia.ba e Alexssandro Loyola | Montagem: bahia.ba
    Fotos: Mateus Soares/bahia.ba e Alexssandro Loyola | Montagem: bahia.ba

     

    Na semana passada, deputados da oposição reuniram-se com Zé Ronaldo (DEM), e, nesta terça-feira (17), com João Gualberto (PSDB). Decisão principal: a próxima reunião, ainda neste mês, será com os dois. Palavra de ordem: unir.

    Fala João Gualberto:

    — Ainda temos mais de 100 dias até as convenções. Dá tempo de sobra.

    Vantagens aparentes

    Alguns deputados, como Hildécio Meirelles, ex-MDB, hoje PSC, dizem que, em 2010, Paulo Souto e Geddel saíram isolados. Em compensação, as oposições elegeram um maior número de deputados.

    Um olhar sobre 2010, quando Jaques Wagner teve 4,1 milhões de votos contra 1 milhão e 33 mil de Paulo Souto e 1 milhão de Geddel, mostra que a oposição elegeu 15 federais e 24 estaduais. Em 2014, com 3,5 milhões votos de Rui Costa e 2,4 milhões de Paulo Souto, elegeu 15 federais e 22 estaduais. De fato, 2010 foi pouco melhor.

    Efeito Geddel

    No entanto, outros deputados alertam: em 2010 Geddel tinha acabado de deixar o Ministério da Integração e tinha João Santana como substituto por lá. Não produziu votos para o governo, mas turbinou muitos candidatos a deputado. Por isso, a palavra de ordem é a união.

    Em tempo: dos 22 que elegeu em 2014 a oposição perdeu Marquinhos Viana, que mudou do PV para o PSB, Alex da Piatã, que saiu do PMDB para o PSD e Samuel Júnior, do PSC para o PDT. Ganhou Alan Sanches, que trocou o PSD pelo DEM.