Ex-ministro da Justiça diz ter sofrido pressões de Aécio e Renan

    Osmar Serraglio afirmou que ações dos senadores motivaram sua demissão da pasta

    Foto: Gilma Felix/ Câmara dos Deputados

    Ministro da Justiça entre março e maio do ano passado, o deputado Osmar Serraglio (PP-PR) disse ter sofrido pressões dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (MDB-AL) quando esteve à frente da pasta. De acordo com o pepista, essas ações motivaram sua demissão do ministério.

    Sem citar nominalmente o tucano, o ex-ministro afirmou, em discurso, que foi pressionado a aceitar a indicação de um delegado da Polícia Federal escolhido por Aécio. “Quem já foi candidato a presidente da República e que foi colhido em ligação telefônica com o acusado Joesley Batista em que demostrava revolta com minha conduta quando ministro da Justiça por me recusar a ceder às suas pressões objetivando a indicação de delegado da PF de sua preferência para investigar suas ações delituosas”, declarou.

    Em seguida, referiu-se a Renan: “Pressões semelhantes advieram do senador Renan Calheiros, ex-presidente do Congresso, multi-investigado pela PF. Por aí, já se descortinam algumas das razões de alto nível político-partidário que instabilizaram minha permanência na pasta”.

    Procurado pela coluna da jornalista Lydia Medeiros, do jornal O Globo, Serraglio declarou que apresentará mais detalhes sobre o caso de Aécio quando for chamado a falar, como testemunha. As assessorias de Aécio e Renan negaram as acusações.