2018 vem diferenciado: ao invés de influência de lá pra cá, é de cá prá lá

    Rui tem como referência Lula, que está na cadeia; Gualberto, Geraldo Alckmin, agora no tiroteio da Lava Jato; e Zé Ronaldo nem tem

    Frase da vez

    “Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas”

    Charles Chaplin, ator, escritor e humorista norte-americano (1889-1977).

    Foto: Divulgação
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    A leitora Miralba S. Bispo, moradora da Barra, pergunta: para que servem pesquisas eleitorais a seis meses de uma eleição, se as feitas bem mais próximas erram muito?

    Boa pergunta. A serventia maior é nutrir o noticiário da imprensa traçando painéis do momento que animam o tititi do dia a dia.

    A do Datafolha publicada semana passada tinha uma controvérsia em si. Rodou com questionários de 72 perguntas, o que daria mais ou menos meia hora por entrevistado, considerando 30 segundos por resposta.

    Mas elas têm uma serventia a mais. Mostrar o pleno nível de pulverização das opções. O time que rifou Dilma como diaba entrou em campo e virou uma quadrilha daquelas com a polícia no encalço e entra e sai de cadeias. Resultado: ficou parecendo que todo mundo é diabo, a sensação de que todos são corruptos e ponto.

    É por aí que surfam os que despontam como salvadores da pátria, Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa, que teve 8% no Datafolha. Isso produziu também um cenário inédito na Bahia, a dependência dos nossos presidenciáveis de lideranças regionais, quando tradicionalmente é o inverso, os presidentes influenciam cá.

    Veja o cenário federal com o olhar baiano: Rui Costa (PT) tem como referência Lula, que está na cadeia. João Gualberto (PSDB), Geraldo Alckmin, esperança tucana, agora no tiroteio da Lava Jato. E Zé Ronaldo (DEM) nem tem.