MP fica ‘constrangido’ de pedir prisão de ex-governador do PSDB

    Antônio Pádova Marchi Júnior alegou que placares de julgamentos foram muito apertados para justificar execução da pena logo após 2ª instância

    Foto: Divulgação

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    A prisão do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), cuja condenação foi confirmada nesta terça-feira (24) pelo Tribunal de Justiça do estado, seria um “constrangimento” porque os placares dos julgamentos foram apertados, afirmou o procurador Antônio Pádova Marchi Júnior, responsável pela acusação contra o tucano.

    A denúncia contra Azeredo, no âmbito do mensalão tucano, foi recebida por 5 votos a 3. O ex-governador foi condenado por 2 votos a 1 no TJ-MG. Nesta terça, Azeredo teve um recurso negado por 3 a 2.

    “Esse caso que fica em 3 a 2, sinceramente, o Ministério Público fica até constrangido. Como que eu vou começar o início da execução em segundo grau com um julgamento tão apertado desde o início do recebimento da denúncia?”, questionou o procurador.

    O tucano já poderia ser detido, devido ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução da pena após segunda instância.

    A prisão, porém, não foi decretada, somente autorizada pelos desembargadores. “Isso vai criar polêmica. Uma decisão de 3 a 2 já justifica o início da execução? Esse caso vai se tornar emblemático. Qual o sentido de você já decretar uma prisão quando está tão instável assim o julgamento?”, repetiu o representante do MP.