E será que o impeachment de Dilma foi ruim?

    Olhando bem, até que fez bem

    Frase d a vez

    “A maioria das pessoas só aprende as lições da vida, depois que a mão dura do destino lhe toca no ombro”

     Napoleon Hill, escritor norte-americano (1883 – 1970).

    Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
    Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

     

    O Instituto Paraná perguntou a 2002 brasileiros dos quatro cantos do país se a vida deles melhorou ou não após o impeachment de Dilma. O resultado: 56,2 % disseram que permaneceu igual, 34,3% disseram que piorou e 8,3% que melhorou.

    Lógico que muitas das respostas foram embaladas pela satisfação primeira, a do estômago, mas na banda política o conjunto da sociedade mais ganhou. Não pela troca de Dilma por Temer em si, mas por escancarar a bandalheira, mostrando que os salvadores da pátria eram santos do pau ôco, como tantos que hoje posam de heróis e precisam ser testados.

    Ressalve-se que do jeito que está o Brasil, com a total falta de credibilidade dos políticos, é uma história pela metade. Política não é a atividade mais descarada, é a mais escancarada, nos dias atuais, mais escancarada que nunca.

    Está precisando escancarar o resto, a começar pelo Judiciário, até porque, o grande ganho da Lava Jato é ter decretado (ao que parece), o fim da impunidade para a roubalheira dos cofres públicos. A prisão de Lula é o mais forte indicativo. E num país com tão ampla tradição de corrupção em todos os segmentos, do topo do poder político aos municípios mais longíquos, os agentes da punição, no caso os magistrados, têm que estar acima de qualquer suspeita.

    Em miúdos, o impeachment ajudou o Brasil, sim.