Fachin nega quebra de sigilo telefônico de Michel Temer

    O ministro, todavia, autorizou a medida para Padilha e Moreira; a PF fez a solicitação para apurar suposto pagamento de propina pela Odebrecht ao MDB

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    O pedido da Polícia Federal de quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer (MDB) foi negado nesta quarta-feira (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Edson Fachin.

    A mesma solicitação feita para os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia), ambos do MDB, foi aceita pelo Supremo.

    A Polícia Federal queria a quebra do sigilo do presidente alegando que a medida possibilitaria verificar a veracidade da delação de executivos da Odebrecht.

    Ex-executivo da Odebrecht,  o delator Cláudio Mello Filho disse ao Ministério Público Federal (MPF) que o presidente Michel Temer pediu, em um jantar em 2014, R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht.

    Sobre esse assunto, o presidente já admitiu que houve o jantar, mas se defendeu garantindo que não houve conversa sobre valores.

    O inquérito para apurar o suposto pagamento de propina pela consultora foi aberto no ano passado, mas Temer só foi incluído entre os investigados em março desse ano. É a primeira vez que um pedido de quebra de sigilo telefônico é feito em uma investigação que envolve um presidente.