Daniel é cauteloso sobre Lídice ou Coronel na chapa de Rui

    O comunista ressaltou, em conversa com o bahia.ba, compreender a “angústia” do governador Rui Costa na tentativa de agradar a todos os partidos na montagem do grupo que seguirá na majoritária

    Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

    O ex-presidente do PCdoB baiano, deputado Daniel Almeida, conversou na manhã desta segunda-feira (11) com o bahia.ba e demonstrou, nas entrelinhas, que não haverá rusgas entre os comunistas se o governador Rui Costa (PT) deixar o partido apenas com a suplência para o Senado em sua chapa nas eleições de outubro próximo.

    O parlamentar se disse solidário à “angústia em ambiente de vantagem” do petista ao definir o grupo que seguirá com ele na majoritária. “Difícil é quem não tem opção para fazer”, arrematou, destacando que há mais quadros bons no grupo político do que espaços para que nomes sejam alocados.

    Quando mais uma vez foi questionado acerca da preferência entre uma possível reeleição da senadora Lídice da Mata (PSB) ou opção pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ângelo Coronel (PSD), na chapa, Daniel se manteve em cima do muro, mas cobrou coerência.

    “Um projeto político só tem sentido se for definido com o respeito a todos os aliados, a todos as lideranças que participam dele e com critérios claros para justificar para dentro da base de apoio e para a sociedade o que levou a escolher um ou outro”, esclareceu.

    Quanto a um possível triunfo de Rui Costa nas eleições, não mediu otimismo: “Eu nunca tive dúvida que o governador Rui Costa levasse essa eleição no primeiro turno. Eu gostaria muito que o ACM Neto estivesse nesta disputa, sempre apostei que ele estaria. Ele preferiu não fazer o enfrentamento, mas com ACM ou sem ACM a disputa sempre foi uma disputa com muitas vantagens para o nosso projeto”.