Justiça não localiza Dalva Sele e intima defesa; advogada nega sumiço

    Intimação dá prazo para defesa informar paradeiro de ex-presidente do Instituto Brasil, que é processada por calúnica

    Foto: Reprodução/ Facebook

    A Justiça eleitoral intimou a defesa de Dalva Sele, ex-presidente do Instituto Brasil, que responde a um processo de calúnia após denunciar o governador Rui Costa (PT) na eleição passada, para que apresente a localização da ré, que não foi localizada pela Justiça em endereço informado pelos advogados.

    A decisão foi da terça-feira (12) e publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta quinta-feira (14). A juíza Ana Cláudia de Jesus Souza, da 2ª Zona Eleitoral, assina a decisão.

    Procurada pelo bahia.ba, a advogada de Dalva, Ilana Martins, disse que Dalva não está desaparecida. “Ela comparece a todas as audiências que foi convocada. Inclusive compareceu semana passada. Essa petição será respondida nos autos”, afirmou Ilana, que responde pela defesa junto com o advogado Brenno Cavalcanti.

    “De ordem da Excelentíssima Senhora Juíza Eleitoral desta 2ª Zona, ficam intimados os advogados da acusada para, no prazo de 3 (três) dias, informarem o paradeiro da mesma, indicando o local onde possa ser encontrada. No mais, face a exiguidade de tempo que inviabiliza a intimação da ré para a próxima assentada, ficam intimados, ainda, os nobres advogados, para apresentá-la no dia já agendado, independente de intimação”, diz a intimação da 2ª Zona Eleitotal.

    Denúncia –  Dalva Sele acusou o então candidato Rui Costa de ser um dos beneficiários de recursos destinados a programas habitacionais, administrados pela ONG. O Ministério Público Eleitoral (MPE) move processo contra Dalva pelo crime de calúnia, previsto no Código Eleitoral, com pena estabelecida de seis meses a dois anos de prisão e pagamento de 10 a 40 dias-multa.

    No caso específico, a pena solicitada aumenta em um terço, pelo fato de que o suposto crime foi cometido “na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da ofensa”. A denúncia contra Rui e o PT foi publicada à época pela revista Veja.