O último feito de Waldir: mudou a agenda no forró

    Grande parte dos políticos, já em campanha, teve que suspender giro pelo interior para ir ao velório ou à cerimônia de cremação

    A morte do ex-governador Waldir Pires em pleno São João operou um milagre histórico na agenda política imbricada com o forró: grande parte dos políticos, já em campanha, teve que suspender giro pelo interior para ir ao velório ou à cerimônia de cremação.

    Melhor: dos 417 municípios baianos, apesar da crise, mais da metade manteve a tradição. Políticos sempre batem ponto no forró. Alguns até se queixam da falta de tempo para ir a todos os lugares onde acham que deveriam estar. Não seria num ano eleitoral que iriam faltar, a não ser por motivo justo. Tiveram. Aliás, nem o próprio Waldir pediria que o forró parasse. No embalo do papo, um político de alto coturno disse que clima de velório mesmo quem estava era Lídice e Leonelli.