Wagner diz que especulações sobre ele substituir Lula são ‘pastel de vento’

    "Não há plano B. Essa é uma escola de samba que não vai para a rua"

    Frase da vez

    “O acaso é um Deus e um diabo ao mesmo tempo”

    Machado de Assis, escritor brasileiro (1839-1908)

    Foto: Mateus Soares/ bahia.ba
    Foto: Mateus Soares/ bahia.ba

     

    Jaques Wagner chama de ‘pastel de vento’ as especulações de que poderia ser candidato à presidência pelo PT como o plano B de Lula:

    – Não há plano B. Essa é uma escola de samba que não vai para a rua. O patrimônio é de Lula e ele é quem define, não uma questão política. Queremos é justiça, ou corrigir uma injustiça.

    Em suma, Wagner referenda que a tese do PT nas eleições deste ano é mostrar para o Brasil que Lula, o líder maior do partido, está preso vítima de uma injustiça.

    Ciro —E se Lula não for mesmo candidato?

    – Adiante se vê. Qualquer outra opção é pastel de vento. Não sou obrigado a ficar conjecturando sobre isso. Se eu me colocar, é o mesmo que fazer o jogo do Moro, ser o candidato do Moro. E eu não sou o candidato do Moro.

    Wagner, que em 2014 preferiu abdicar da disputa ao Senado para assegurar a aliança com Otto Alencar, que foi o candidato governista, e eleito, e João Leão, o vice, agora vislumbra exatamente o Senado, mas também de olho no cenário federal. Ele, que lá atrás já cogitou a possibilidade de o PT apoiar Ciro Gomes, diz sobre a possibilidade de o DEM fechar com o candidato do PDT que está na espera:

    – Óbvio que estamos esperando para ver o que cada um vai fazer. Mas, se for o caso (de fechar com o DEM), eu acho um equívoco.

    Em miúdos, é Lula, mas é bom deixar as   portas abertas.