Wagner mira Haddad, Neto mira Alckmin. Os dois apostam na campanha de rádio e TV

    Mas é como se estivessem na Praça Vinícius de Moraes. O mesmo ponto de vista, porém com focos distintos, um olhando para a estátua do poeta e outro para o farol

    Frase da vez

    “E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti”

    Friedrich Nietzsche, filósofo alemão (1844-1900)

    Foto: Cesar Ogata/Secom prefeitura de São Paulo
    Foto: Cesar Ogata/Secom prefeitura de São Paulo

     

    Jaques Wagner e ACM Neto compartilham o mesmo ponto de vista sobre a força da campanha para mudar os humores do eleitorado e definir quem vai mandar.

    Mas é como se os dois estivessem na Praça Vinícius de Moraes, em Itapuã. O mesmo ponto de vista, porém com focos distintos, um olhando para a estátua do poeta e outro para o farol.

    Ao ser indagado sobre possíveis dificuldades que os petistas teriam no Nordeste se Fernando Haddad, um poste, vier a substituir Lula, Wagner refutou:

    — A campanha adensa. É aí que as coisas tomam os rumos que prevalecem.

    E as redes?

    No outro olhar, ACM Neto acha que pelo arcabouço de forças políticas que Geraldo Alckmin acumulou, fatalmente vai crescer no rumo do segundo turno quando entrar a campanha no rádio e na tevê:

    — É claro que isso vai acontecer mais para o fim.

    A banda convergente do debate, a força quase mágica da dupla rádio e tevê enseja outro debate, o da influência das redes sociais na cena.

    Hoje, o que se diz é que elas foram fundamentais na pré-campanha, fazendo com que todos botassem a cara nas telinhas portáteis. Mas o teste decisivo será a campanha.

    Ou seja, a tal força ainda existe? Wagner e Neto acham que sim e os dois, cada um com o seu olhar, para o farol ou o poeta. Por enquanto prevalecem as redes. Ou seja, a pulverização.