Começa o horário eleitoral. Terá ele força para dar novo rumo ao Brasil?

    Apesar do desencanto generalizado com a política e os políticos, terá a televisão a força de mudar os humores coletivos, a pouco mais de 30 dias das eleições?

    Frase da vez

    “A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio”

    Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro (1902-1987)

    Foto: reprodução/TSE
    Foto: reprodução/TSE

     

    Historicamente a eficácia do horário eleitoral era discutível pelos marqueteiros. A audiência não passava de 7%. E destes 7%, 85% assistiam aos programas regularmente. A abrangência era pífia. O bom, dizem, era e são as inserções comerciais nas programações normais das emissoras de rádio e TV.

    O horário eleitoral de 2018 é mais curto, só 35 dias, ao invés dos 45 de antes (10 a menos). E também tem um tempo menor, 20 minutos contra os 40 de antes.

    Se na Bahia há sete candidatos ao governo, com a disputa polarizada entre Rui Costa, governador e candidato a reeleição, e Zé Ronaldo, o principal da oposição, no cenário federal é o inverso, pulverização geral.

    Apostas

    A campanha federal começa com Lula lá (na cadeia). Ocorre que ele é o líder nas pesquisas. Vai participar da propaganda ou não? E o segundo colocado, Jair Bolsonaro, com um partido nanico, o PSL, sem alianças e um minguado tempo de rádio e tevê de 8 segundos e meio, 39 vezes menos que Geraldo Alckmin (PSDB), o maior tempo, vai se manter?

    Ou melhor, apesar do desencanto generalizado com a política e os políticos, terá a televisão a força de mudar os humores coletivos, a pouco mais de 30 dias das eleições?

    Bolsonaro e cia apostam onde se sustentaram até agora, nas redes sociais, mas os marqueteiros apostam que o rádio e a tevê são decisivos, sim. É o que veremos.

    Rui e Ronaldo

    No primeiro programa eleitoral hoje, Rui Costa e Zé Ronaldo, os dois principais candidatos dos sete postulantes ao governo baiano, vão se apresentar de formas distintas.

    Rui, num clipe muito bem feito, vai dizer por que quer continuar, mostrando obras, abraçando o povo e até sambando.

    E Zé Ronaldo vai literalmente se apresentar, dizendo quem é, dando ênfase à boa biografia. Os outros, cada um ao seu modo, também vão se apresentar.

    Tudo no tom. Rui é governador e quer continuar, tem mais tempo de rádio e tevê para dizer por que está aí e por que quer ficar. E os demais vão entremear propostas e ataques, com a segurança na ponta da lança.

    Lula lá

    Lula entrou no ar na campanha. O primeiro comercial exibido no primeiro dia foi Jaques Wagner, candidato ao Senado do PT, pregando o Lula Livre.