As redes já têm força para ditar o tom do jogo? É o que está em jogo

    Consenso entre os marqueteiros: as redes sociais vieram para ficar, mas ainda estão na infância. O rádio e a tevê ainda dão as cartas

    Frase da vez

    “A calúnia é como uma moeda falsa: muitos que não gostariam de a ter emitido fazem-na circular sem escrúpulos”

    Diane de Poitiers, personagem da nobreza francesa (1499-1556)

    Imagem: Quixeramobim Agora
    Imagem: Quixeramobim Agora

     

    Nestes tempos em que grudar no celular e caminhar sem ligar mais para nada virou epidemia, as redes sociais ganharam uma força nunca vista. Ainda não decisiva, como em outros países, mas já mostrando as unhas.

    O consenso entre os marqueteiros: as redes sociais vieram para ficar, mas ainda estão na infância. O rádio e a tevê ainda dão as cartas.

    De fato, nos primeiro dias da propaganda eleitoral gratuita (para os políticos, quem paga é a gente), as diferenças são muito bem explícitas. Nas propagandas, especialmente as inserções comerciais, cada um dá o seu recado da forma mais convencional na tradição, um fala para todos ouvir.

    Vai piorar

    Já nas redes a anarquia é geral, sem chefe, sem estilo, sem regras, tipo vatapá no ventilador.

    Elas absolvem as propagandas convencionais, tipo santinhos, mas entra tudo de todos simultamente e também o lixo, memes com ataques de todos os lados, como um, a foto de um grupo de presidiários reunidos, que diziam tratar-se do primeiro comício de Lula.

    Claro que a criatividade tem cadeira cativa. As redes nasceram em 1997, ainda são coisa nova, e o lixo veio com os usuários, temperado com novos tipos de crimes, a exemplo das Fake News e outros, o de gente que ganha para distribuir elogios gratuitos, a candidatos e produtos. É o futuro chegando. Dizem que 2020 será pior.