Alexandre Nero desabafa sobre incêndio no Museu Nacional: ‘É um plano político’

    Ator se defendeu das acusações de que seria o culpado pelo incêndio junto com vários outros artistas por usar a verba da Lei Rouanet

    Reprodução: TV Globo

    Várias celebridades usaram as redes sociais para protestar após o incêndio que tomou conta e destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Entre os famosos que desabafaram na web o depoimento do ator Alexandre Nero chamou atenção de vários internautas.

    No texto compartilhado em seu perfil no Instagram, o ex-comendador da novela Império comentou sobre as acusações feitas por internautas que apontavam os artistas como responsáveis pelo incêndio, por usarem toda verba destinada a Lei Rouanet.

    “Como eu já esperava, pelo fato de estar na TV, minhas postagens repercutem bastante em vários nichos. Percebo que muitas pessoas, influenciadas por políticos (acreditem se quiser) vem aqui atacar artistas como responsáveis por usar dinheiro na lei Rouanet e não sobrar para os museus. Isso não é só desonestidade das pessoas. É ignorância (o fato de ignorar algo. E isso não é vergonha pra ninguém. Todos ignoramos algo. Vergonha é falar sem saber o que está falando). Usam quatro ou cinco exemplos de projetos milionários de artistas renomados e esquecem totalmente a avassaladora maioria dos artistas, com projetos pequenos, inclusive artisticamente mais relevantes. Elas ignoram totalmente o procedimento da lei e como funciona. Apenas repetem o que lhe foi dito”, escreveu o ator.

    Nero ainda explicou como a verba era distribuida entre os projetos e fez uma crítica aos interesses do governo que priorizam os direitos dos políticos, juízes, ministros e igrejas, ao invés de voltar a atenção para a educação e cultura.

    “Desconhecem que o valor destinado à cultura que já ínfimo (0,7% do orçamento da união) passou no governo Temer para 0,012%, que a decisão fica na mão da iniciativa privada, que nada tem a ver com Lula ou PT….Enquanto isso grandes fortunas não são taxadas, empresas bilionárias são subsidiadas e tem isenção de impostos, assim como igrejas (que já virou negócio faz tempo). Ainda o “auxílio-tudo” para políticos, ministros e juízes. A cultura e educação não tem BANCADA. Por favor, temos que atacar quem deve ser atacado”.

    No fim do texto o ator afirma que o incêndio no museu é um símbolo do que estão querendo transformar o país. “O fogo no museu é um símbolo do que estão fazendo com a cultura e a educação do país. Acabar com o ser pensante do país é um projeto que existe há 500 anos”.